Um dos títulos mais legais da época, e que não são lembrados nos dias de hoje, diferente de outros tais como Tiger Heli, mas nem por isso menos divertido, Circus Charlie surgiu nos Arcades, pelas mãos da Konami, no ano de 1984, tendo posteriormente uma versão para o NES em 1986, em uma boa conversão diga-se de passagem. A análise de Circus Charlie que aqui apresento se refere à conversão para NES, uma vez que infelizmente, nunca tive acesso ao game dos Arcades.
E que comece o espetáculo!
Em Circus Charlie, controlamos o ser mais temeroso e pavoroso encontrado em todo e qualquer circo, isso mesmo, um palhaço (!!) que deve realizar as mais diversas peripécias circenses para entreter o seu “respeitável público”.
São cinco as modalidades circenses a que devemos enfrentar, cada modalidade subsequente à anterior tem dificuldade elevada. Cada uma das modalidades tem um percurso de 100 metros a ser atravessados exatamente.
A primeira das modalidades são os temíveis aros flamejantes. Montado em um leão, nosso palhacinho deverá saltar por entre os aros em chamas. Um mísero toque nas chamas é morte certa. Além dos aros, ao longo do caminho encontramos também vasos em chamas que devem ser saltados. Nessa modalidade controlamos tanto a progressão do leão, quanto o ato de saltar.
A segunda das modalidades é a travessia na corda bamba. Nessa modalidade o perigo não é cair da corda, mas sim não ser tocado pelos macacos, que caminham em direção contrária ao palhaço. Os macacos de cor marrom apenas caminham, enquanto os macacos azuis (?!) saltam, elevando a dificuldade do percurso.
A terceira modalidade é o equilibro sobre bolas. Nessa modalidade, devemos seguir em frente, equilibrando sobre a bola e saltar de bola em bola até chegarmos ao fim do percurso. O cálculo do pulo deve ser preciso, pois não se controla Charlie no ar após o salto realizado.
A quarta modalidade é o salto de obstáculos com cavalo. Nessa modalidade, Charlie, montado em um cavalo branco, deve saltar todos os obstáculos que encontrar pela frente. A maior dificuldade aqui é não poder controlar a progressão do cavalo, assim como o fazemos na modalidade de leão, assim sendo, os reflexos para saltar no momento corretos devem estar afiados.
A última modalidade é o trapézio. Nessa modalidade Charlie deve saltar no ar de trapézio em trapézio até chegar ao seu destino final. Essa é a mais difícil dentre todas as modalidades, pois além de não controlamos o balanço de trapézio temos de calcular muito bem a distância do salto, pelo mesmo motivo apostado na modalidade das bolas.
Abaixo de cada trapézio existe um trampolim, assim sendo, no caso de Charlie der a sorte de cair do trapézio em cima de um trampolim, ele poderá retornar ao trapézio e continuar seu espetáculo.
Caso o jogador morra durante a travessia de qualquer uma das modalidades, retornará à última marca ultrapassada, que segue sempre em escala de dez em dez metros. Caso perca todas as (poucas) vidas, Game Over. A cada 2.000,00 pontos ganhos, o jogador ganha uma vida.
Os atravessar todas as modalidades, o game recomeça com dificuldade elevada. Sim, Circus Charlie, assim como tantos outros games de NES é infinito, só acaba quando o Game Over estatela na tela (rimou!).
Visualmente Circus Charlie agrada a quem olhar, apesar de sua simplicidade, o som não é dos mais cativantes, mas segura muito bem a onda. A jogabilidade é simples e reponde bem aos comandos do jogador. Não vou me ater demais a detalhes técnicos aqui, pois em games mais antigos, gerações de Atari e NES, esmero técnico jamais poderia superar a pura, eterna e real essência de um game, a criatividade.
O que importava é se o game era ou não era divertido, então vamos nos ater a isso.
Circus Charlie é um game muito divertido. Se pensarmos que games como Tiger Heli, por exemplo, são games infinitos, mas que apresentam tão somente a mesma experiência durante todo o tempo de jogo; Já com Circus Charlie, temos cinco experiências de jogo diferentes, cíclicas, ao longo de todo o tempo de jogo, é como se tivéssemos cinco games em um.
Infelizmente, muitos gamers não puderam ter a experiência de se jogar Circus Charlie, pois o game, oficialmente, nunca saiu de terras nipônicas, onde fez relativo sucesso. Em uma era em que simplicidade bem executada era a principal arma das produtoras de games, a Konami mandou muito bem com Circus Charlie. E que o espetáculo circense continue!
Como curiosidade, o game em sua versão para Arcade tem uma missão a mais do que a versão para NES. Isso não é nada que diminua a experiência….







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