quarta-feira, 13 de junho de 2012

Produtora de "Too Human" perde batalha judicial para a Epic

A Epic, de "Gears of War", venceu a batalha judicial movida em 2007 pela Silicon Knights após problemas com o motor gráfico Unreal Engine III" na produção de "Too Human".

A Silicon Knights ajuizou a ação contra a Epic devido ao licenciamento do Unreal Engine 3 como o motor gráfico de seu RPG "Too Human".

À época, a produtora alegou ter recebido um propulsor de jogo defeituoso - que ocasionou o atraso no lançamento de seu game -, e acusou a Epic de cobrar taxas de licenciamento para desenvolver o primeiro "Gears of War" enquanto não aperfeiçoava o Unreal Engine.

Agora, o júri rejeitou o pedido da Silicon Knights, se posicionando a favor da Epic em todas as suas alegações.

Além disso, o juiz interpretou que a produtora de "Too Human" violou o contrato de licença e divulgou segredos comerciais da Epic, além de violar os direitos autorais da Epic no código do Unreal Engine 3. Vale lembrar que "Too Human" conta com seu próprio motor gráfico, produzido pela Silicon Knights.

Com a vitória, a Epic faturou 4,45 milhões de dólares e tem até 30 dias para apresentar um pedido ao tribunal para reembolso dos honorários advocatícios e custas do processo.

Presença constante
Na atual geração, o Unreal Engine 3 é um dos motores gráficos preferidos das produtoras, sendo considerado um dos melhores no desenvolvimento de títulos para os sistemas da atualidade.

Seja no PC, ou nos consoles Xbox 360 e PlayStation 3, o motor gráfico Unreal Engine constantemente marca presença em grandes produções, como "Gears of War", "BioShock", "Bulletstorm", "Mortal Kombat" e "Batman: Arkham City".

Até o iPhone e demais dispositivos da Apple já ganharam a sua versão do motor, que pode ser apreciado na série de luta medieval "Infinity Blade".

VEJA A DEMONSTRAÇÃO TÉCNICA DO UNREAL ENGINE 3
O universo de "Too Human" é inspirado pela mitologia escandinava, em que os deuses de Midgard buscam na robótica e na cibernética a imortalidade, enquanto travam uma luta com robôs tão tecnologicamente avançados que aspiram a humanidade. Neste conflito paradoxal à la "Blade Runner", você é Baldur, um guerreiro idolatrado pelos humanos e filho do grande Odin.

Ao longo da jornada, diversas divindades do panteão escandinavo aparecem na trama, como Thor, Heimdall, Freyja e Mimir, todos adaptados para o universo futurista do jogo e apresentando personalidades distintas e convincentes. Loki, como nos contos mitológicos, aparece como um Aesir (Deus) traidor e, consequentemente, acaba se tornando o grande vilão.

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